Biografia de Bill Gates
William Henry Gates, mais conhecido por Bill Gates, nasceu
em Seattle, Washington, a 28 de Outubro de 1955. É oriundo de uma família com
recursos financeiros. O seu pai, William Henry Gates, distinto advogado e a sua
mãe, na altura professora da Universidade de Washington e diretora do First
Interstate Bank, proporcionaram-lhe uma educação em alguns dos melhores
estabelecimentos, como o Colégio de Lakeside (1967-73) e a Universidade de
Harvard (1973-77).
O seu primeiro contato
com os computadores e as linguagens de programação surgiu em 1968, quando se
encontrava a frequentar o oitavo ano, no colégio de Lakeside. Aquela
instituição havia sido uma das pioneiras na compra de uma rede de computadores
interligados por uma linha telefónica. É ali que conhece Paul Allen, com quem
começou a escrever programas informáticos para venda a empresas e
administrações públicas. Em 1975, Bill Gates e o seu amigo mudaram-se para
Albuquerque (Novo México) para produzir, para a companhia MITS, programas que
pudessem ser utilizados no primeiro microcomputador, o Altair.
Nascimento da Microsoft
Em 1976, fundam a sua própria empresa de produção de
software informático, a Microsoft Corporation, desempenhando Bill Gates a
função de presidente e diretor geral. Tinha em vista desenvolver programas
informáticos para os novos microcomputadores por um preço mais baixo do que aqueles
que conseguiriam as empresas de hardware se fossem elas próprias a fazê-lo.
Os seus serviços foram aceites e, em 1979, a Microsoft
começou a desenvolver-se e já contava com 16 empregados. É nessa altura que
Bill Gates decide mudar a empresa par Seattle.
No ano seguinte, consegue um acordo com a IBM para produzir
um sistema operativo adoptado aos novos computadores pessoais. Surge, assim, o
MS-DOS, que, a partir de 1981, passou a ser instalado em todos os
microcomputadores daquela marca. Entretanto, outros fabricantes de computadores
lançaram no mercado os seus modelos compatíveis com o IBM-PC, utilizando o
sistema operativo MS-DOS.
Aqueles modelos destinavam-se, sobretudo a empresas. Por
esta altura, começam a surgir em Portugal pequenos microcomputadores apenas com
1 K de memória ram. O mais conhecido foi o ZX-81, sucessor do ZX-80.
Saliente-se que, nesse tempo, adquirir uma extensão de memória de 4 K fazia já
as delícias dos jovens de então. Antes dos atuais microcomputadores compatíveis
com o sistema operativo MS-DOS se terem generalizado nas nossas casas, foram
muito populares, nos anos oitenta, para além dos ZX-81, os SPECTRUM. Ambos
utilizavam o aparelho de televisão como display e a introdução de novos
programas eram feita através de cassetes áudio. Foi nestes pequenos
microcomputadores que muitos dos atuais programadores informáticos deram, há
pouco mais de vinte anos, os seus primeiros passos, numa altura em que nem
sequer se falava em cursos superiores nesta área.
Nascimento do Windows
Em 1983, a equipe de Bill Gates volta a revolucionar a
tecnologia informática: introduz o rato e cria uma interface gráfica para
substituir o DOS, a que chamou Windows (janelas). Por essa altura, Allen deixa
a Microsoft, devido a uma grave doença.
A Microsoft na Bolsa
Em 1986, a Microsoft passou a estar cotada na Bolsa. A
valorização atribuída a esta empresa foi de tal modo elevada que converte Bill
Gates no homem mais rico dos Estados Unidos.
Nos dez anos seguintes, a Microsoft tem um desenvolvimento
fulgurante: passa de 1 200 empregados para mais de 20.000. O Windows 2.0
(1987), o Windows 3.0 (1990) e o seus sucessores Windows 3.1 e Windows 95,
transcritos para dezenas de línguas, passaram a equipar milhões de computadores
em todo o mundo, dando origem a uma sociedade cibernética com o cunho da
Microsoft.
Em 1992, Bill Gates recebe do presidente George Bush, pai do atual
inquilino da Casa Branca, o prémio National Metal of Technology. No ano
seguinte, surge a versão NT, um sistema operativo vocacionado para empresas.
A Microsoft na Educação
Desde 1993 que Bill Gates, através da Microsoft, tem vindo a
apostar em conteúdos multimídia, com grande relevância para os de cariz
educativo, estabelecendo inúmeros protocolos com escolas e universidades. O seu
maior sonho é que em cada casa e em cada posto de trabalho exista um computador
pessoal equipado com o seu sistema operativo e os seus recursos multimídia.
As
inovações tecnológicas que a sua equipa tem vindo a apresentar, têm contribuído
significativamente para a transmissão global da informação, democratizando o
acesso à cultura e ao conhecimento. Jovens de todos os cantos do planeta e
decisores econômicos e políticos dos mais variados quadrantes escutam
atentamente as palavras deste homem que conseguiu criar um admirável mundo
novo. O seu livro, The Road Ahead foi um dos mais vendidos em 1995.
Bill Gates, Chief Executive Officer
Em 1995, Bill promoveu o vice-presidente executivo da
Microsoft, Steve Ballmer, ao cargo de presidente, assumindo ele próprio a
função de Chief Executive Officer, cargo que abandona em 2000, para se ocupar
pessoalmente daquilo que mais gosta de fazer: o desenvolvimento de novos
produtos.
Casamento e Envolvimento em Causas Humanitárias
Bill Gates conheceu a sua futura esposa, Melinda French, num
encontro com a imprensa de Manhattan (Nova Iorque). Casaram-se no Hawai, a um
de Janeiro de 1994. Têm dois filhos: Jennifer Catherine e Rory John Gates,
nascidos, respectivamente, em 1996 e 1999. Bill Gates é o homem mais rico do
mundo. A sua fortuna é 30 vezes superior à de Belmiro de Azevedo, considerado o
mais rico de Portugal. Continua, no entanto, a trabalhar em novos projetos,
muitas vezes mais de 14 horas por dia. Bill Gates e Melinda Gates têm gasto uma
parte substancial da sua fortuna em causas humanitárias, acompanhando
pessoalmente muitas das ações que subsidiam.
Bill Gates e Portugal
Bill Gates, acompanhado de 600 convidados oriundos de
diversos quadrantes políticos e empresariais, esteve em Lisboa, entre 31 de
Janeiro e um de Fevereiro de 2006, a fim de participar na 3ª edição do
Government Leaders Fórum, iniciativa da Microsoft. Aproveitando a oportunidade
da sua presença em Portugal, participou numa reunião com ministros, altercas e
dirigentes da
Administração Pública onde se pronunciou sobre novas tecnologias
e modernização administrativa. Marcou igualmente a sua presença no Pavilhão do
Conhecimento, no Parque das Nações, onde ministrou uma “aula” a 130 estudantes
e professores. Durante a sua estadia em Portugal, Jorge Sampaio, que exercia,
na altura, o cargo de Presidente da República, condecorou-o com a Grã-Cruz da
Ordem do Infante D. Henrique.
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